5 coisas sobre o Intercâmbio – Impressões de uma marinheira de primeira viagem

Crédito: Portal Cellular Abroad

Hello queridos leitores! Espero que estejam todos bem e no pique total! Me perdoem pela ausência aqui no blog mas é que essa vida de intercambista é a mil por hora!!! hahaha Hoje vou contar pra vocês como foi a minha chegada por aqui e a adaptação a nova vida! Bora?

Como vocês sabem, desembarquei aqui em novembro do ano passado e vou dizer, só caiu a minha ficha quando cheguei na acomodação. Foi tão incrível, ninguém imagina o quanto foi duro o ano passado inteiro para que eu conseguisse realizar esse sonho. Mas cheguei! Como a primeira impressão é a que fica (#sóquenão hahaha) vou relatar abaixo as primeiras coisas que observei quando cheguei:

O clima

Sem dúvida! Saí do aeroporto congelando, com temperaturas batendo facilmente os 2 graus. Meu dedos, minhas pernas, tudo gelado… E o corpo então, não queria levantar da cama de jeito nenhum, demorei uns 2 meses pra conseguir entrar no ritmo e levantar cedo (cedo que eu digo é umas 7 horas, levantei mais cedo que isso a vida inteira então, foi bem estranho pra mim). O dia tinha 6 horas no máximo, amanhecia muito tarde (por volta das 10:00 hs e escurecia cedo (as 16:00 hs já estava escuro), então a sensação de frio só aumentava. Hoje, eu começo a sentir frio mesmo quando faz uns 3, 4 graus…Nada mal pra quem ama o sol mais que tudo, detestava o frio e escolheu vir para a Europa no inverno! E pasmem, como já adotei o estilo Irish woman de ser, me sinto super confortável andando de bike todos os dias de saia, meia calça, tênis e um casacão, faça chuva ou faça sol! hahaha Nunca pensei que diria isso na minha vida.

A rotina

Demorei um tempão pra conseguir estabelecer uma rotina. Eu iniciei esse post dizendo que a aconteceram muitas coisas e que a vida aqui é a mil por hora porque é mesmo. Tudo acontece muito rápido e o tempo todo. Já nos primeiros dias, você inicia a saga de procurar uma residência fixa (eu vim com duas semanas pagas pela agência mas conheço gente que veio com apenas uma, então, é uma corrida contra o tempo). Então, é um corre-corre pra visitar as casas, andar por lugares que você nem sabe direito onde fica e torcer pra bateria do celular não acabar (sim, fiquei na mão várias vezes!). Além de administrar as compras de mercado, fazer sua própria comida, resolver trâmites burocráticos da escola, do visto, enfim, tudo junto e misturado. Claro que passei perrengues (só pra citar alguns, entrei no prédio errado ao que eu estava e só me dei conta quando a chave não entrou na fechadura do apê, aí fiquei que nem uma barata tonta com as compras de mercado nas mãos procurando o prédio, porque eles são todos iguais assim como algumas casas kkkk Outra vez já era noite e fui ver uma casa, a bateria do celular acabou e conclusão, não consegui ver a casa e tive que voltar pra minha num frio do caramba e sem uma viva alma na rua pra pedir informação #sóeumesmo) mas de tudo isso o que ficou pra mim é que morar sozinha não é fácil mas que tudo dá certo no final hahaha

As pessoas

Os irlandeses e os europeus são mais reservados mesmo e isso não me impediu de conhecer pessoas ótimas aqui. No geral, eu os achei bem receptivos, mas já passei por situações onde me deparei com pessoas não amigáveis, faz parte. Eles são, em parte, o que eu esperava, mas o curioso pra mim foi o comportamento em algumas situações como locais públicos, trânsito, estabelecimentos, etc. Outro aspecto interessante é que além de brasileiros, há pessoas de diversas outras nacionalidades como poloneses, indianos, muçulmanos…Alguns têm comércio, outros estão aqui a trabalho e até com o mesmo objetivo que nós, aprender inglês.

Brasileiros

Há de todos os tipos, como já era de se esperar. E já vou responder logo de cara a dúvida que não quer calar: sim, há brasileiros para todos os lados em Dublin, e muitos. Em todo o canto se ouve português e eu diria que é impossível fugir disso. E o que eu aprendi ao longo desse tempo é que são essas amizades que vão te ajudar quando você mais precisar. Conheço pessoas maravilhosas aqui, de outras nacionalidades também, com certeza! Mas caberá a você a difícil tarefa de administrar seu aprendizado no inglês quando estiver aqui, e já te adianto que se quiser realmente aprender alguma coisa, vai ter que cortar o “cordão umbilical” algumas vezes. Ah, piece of cake (moleza)! Foi o que pensei, mas observando as pessoas no dia a dia percebi o quanto é fácil se esquecer do objetivo principal e se render as graças da nossa terra e também as dessa terra…Então, #ficaadica!

O idioma

Ah sim, deu um medinho quando percebi que tudo ia depender de mim e do inglês que eu tinha pra gastar hahaha Imagine, ligar pra alguém daqui pra falar de aluguel de vaga? Como assim? E no mercado? Na rua? Aff, tem gente aqui que entra em pânico só de pensar nessas situações. Mas vou falar, a necessidade faz você falar inglês na marra. A timidez, o mimimi, as desculpas e o medo eu tive que guardar na mala porque estava super disposta a aproveitar as oportunidades e foi o que eu fiz. Foi fácil? Hmm…um pouco, mas foi melhor com a ajuda do Google Tradutor e do Word Reference kkkk Arriscar no dia a dia foi pra mim a melhor sensação do mundo, há tempos eu não me sentia tão desafiada, motivada todos os dias a melhorar, sabia? Até consegui falar com o guarda quando fui parada de bike (sim, passei no farol vermelho e eles me pegaram no pulo, levei um baita susto quando a viatura apareceu na minha frente, me fechando na ciclovia kkkk Mas deu tudo certo no final 😆 ) E é isso, é se jogar mesmo minha gente…O progresso que eu tenho feito aqui não tem preço, principalmente quando o feedback vem das pessoas próximas!

Espero que tenham gostado e até o próximo post! 

Se você assim como eu tem reflexões sobre o seu intercâmbio, gostou desse post ou quer contribuir falando das suas experiências, não deixa de comentar abaixo!!!

Bjos!!!